Caracterização de Canais sem Fio com Correlator Deslizante – Parte III: Implementação

  • Gabriel F. Pivaro
  • Dayan A. Guimarães
  • Rausley A. A. de Souza
  • Luís A. R. Scudeler

Resumo

A pesquisa e o desenvolvimento de sistemas de comunicação sem fio são sempre precedidos pela caracterização do canal através do qual o sinal é transmitido. Tal caracterização abrange os domínios do tempo, frequência e espaço, podendo ser estocástica, empírica, determinística ou uma combinação destas. Ela fornece subsídios para a modelagem do canal para que o sistema seja então dimensionado de forma a viabilizar a comunicação frente às possíveis adversidades do canal, podendo também fornecer dados para a elaboração de modelos de predição de cobertura. É comum que os modelos de canal sejam construídos com o auxílio de medidas em campo, as quais são obtidas por meio de técnicas de sondagem que processam o sinal recebido a partir da transmissão de um sinal de sondagem conhecido. O correlator deslizante (sliding correlator) é uma das técnicas mais utilizadas para sondagem, permitindo que se obtenham as informações estocásticas que caracterizam o canal. Este artigo tutorial compõe uma série em que a sondagem por correlator deslizante é abordada em três partes: no primeiro artigo da série foram abordados os fundamentos teóricos necessários ao entendimento sobre o correlator deslizante; o segundo artigo foi direcionado à análise das medidas obtidas pelo correlator deslizante para a caracterização do canal; já o presente artigo é voltado à implementação do sistema de sondagem por correlator deslizante utilizando placas universal software radio peripheral (USRP). Com o auxílio de um emulador de canal, a sondagem é realizada em um ambiente totalmente controlado, o que permite verificar a capacidade do correlator deslizante de obter as estatísticas do canal conforme os parâmetros previamente configurados no emulador. Por intermédio do teste estatístico Kolmogorov–Smirnov e do erro quadrático médio normalizado, a envoltória discreta da resposta ao impulso estimada pelo correlator deslizante é comparada com aquela gerada pelo emulador de canal. Com este processo objetiva-se validar o correto funcionamento do sistema de sondagem proposto. Além da envoltória, apresentamse comparações envolvendo o espectro de potências Doppler, o perfil de atraso de potência, a banda de coerência e os ganhos dos múltiplos percursos.

Publicado
2018-05-21
Como Citar
F. PIVARO, Gabriel et al. Caracterização de Canais sem Fio com Correlator Deslizante – Parte III: Implementação. Revista de Tecnologia da Informação e Comunicação, [S.l.], v. 8, n. 1, p. 30-52, maio 2018. ISSN 2237-5104. Disponível em: <http://rtic.com.br/index.php/rtic/article/view/98>. Acesso em: 15 ago. 2018.
Seção
Artigos